Da autocrítica à segurança emocional
Você já percebeu que a pessoa que mais machuca você é você mesma?
Não porque você queira, mas porque durante muito tempo acreditou que essa era a única forma de continuar crescendo.
Quem olha de fora vê uma mulher competente, responsável, que dá conta das coisas e segue em frente. O que quase ninguém conhece é a conversa que acontece dentro da sua cabeça:
Quantas vezes você já prometeu que seria menos ansiosa, menos exigente, mais confiante? Basta um dia difícil e aquela voz volta, como se nunca tivesse ido embora.
Imagine terminar um dia difícil sem passar horas revivendo tudo o que aconteceu.
Descansar sem sentir que deveria estar produzindo, receber uma crítica sem passar a semana duvidando do próprio valor, dizer não sem culpa, olhar para as suas conquistas sem pensar primeiro no que ainda falta.
Você continuaria crescendo, aprendendo e sendo excelente no que faz, sem viver exausta de tanto lutar contra si mesma. No fundo, o que você quer é viver com a sensação de que pode respirar.
Você não precisa se machucar para crescer.
Você não nasceu acreditando que precisava se exigir assim para crescer. Você aprendeu, aos poucos, nas experiências que viveu e nas mensagens que recebeu.
Aprendeu que culpa motiva, que vergonha faz melhorar, que autocobrança gera resultados e que descanso precisa ser merecido. Ninguém precisou dizer isso com essas palavras. Foi o que a sua mente guardou.
Essa lógica produz mulheres competentes e profundamente exaustas.
Durante muito tempo, ela até parece funcionar, faz você estudar mais, se preparar melhor, buscar excelência, e por isso é tão difícil abrir mão dela.
Só que ela também trouxe noites mal dormidas, um corpo tenso, uma mente que nunca desliga e conquistas que duram poucos minutos antes de surgir a próxima cobrança.
A pergunta deixou de ser se essa forma de viver funciona. A pergunta é quanto ela está custando para você.
Segurança emocional nasce da forma como você responde às suas dificuldades.
Se esse jeito de responder a si mesma foi aprendido, ele pode ser transformado através de novas experiências repetidas ao longo do tempo. O Em Paz Comigo nasce exatamente dessa compreensão.
Durante quatro semanas, você percorre um ciclo que muda a forma como o seu cérebro responde ao sofrimento. Você entende, pratica e cultiva, até que essa nova forma de se tratar comece a se tornar natural.
Nas aulas gravadas, você compreende por que a sua autocrítica parece proteger você, como culpa e vergonha mantêm o sofrimento e como o cérebro funciona em estado de ameaça. Quando isso faz sentido, você deixa de pensar que existe alguma coisa errada com você e percebe que aprendeu um jeito de responder ao sofrimento, e que pode aprender outro.
Toda semana você participa do Círculo EPC, um encontro ao vivo com práticas de mindfulness, autocompaixão e exercícios experienciais. Você participa no seu ritmo, compartilha só se desejar, e estará em um ambiente onde pode ser vista sem esconder a própria humanidade. A vergonha cresce no isolamento. A segurança emocional cresce na conexão.
Entre um encontro e outro, você leva a prática para a vida com apoio do Caderno de Integração, das Cartas da Semana, das meditações guiadas e das leituras contemplativas, até que responder a si mesma com clareza e gentileza deixe de exigir esforço consciente.
Por que essa voz existe, por que ela parece proteger você e por que é tão difícil simplesmente desligá-la. Quando você entende de onde ela vem, deixa de acreditar que existe alguma coisa errada com você.
O que essas emoções fazem com o seu corpo, com as suas decisões e com o seu descanso, e por que elas mantêm o sofrimento em vez de gerar a mudança que prometem.
Um novo jeito de responder a si mesma nos momentos difíceis, com firmeza e sem ataque. É aqui que o que você entendeu vira experiência vivida.
Como levar essa nova forma de se tratar para a vida que continua depois do programa, nos dias comuns, nos erros que ainda virão, nas críticas que ainda chegarão.
Unem conhecimentos de Terapia Focada na Compaixão, Autocompaixão e Mindfulness, sempre conectadas à sua vida cotidiana.
Às sextas-feiras, das 8h às 9h, nos dias 21 e 28 de agosto e 4, 11 e 18 de setembro de 2026.
Um diário guiado para registrar reflexões, perceber padrões e acompanhar as próprias mudanças.
Chegam antes de cada tema e preparam você para o que será vivido.
Práticas curtas para serem praticadas ao longo da semana.
Para integrar o aprendizado com calma.
Cada elemento cumpre uma função no desenvolvimento da sua segurança emocional. Nada foi incluído só para aumentar a quantidade de materiais.
"Quando você muda a forma como responde aos próprios erros, muda também a forma como vive."
"Se eu parar de me cobrar desse jeito... será que vou me acomodar?"
Essa dúvida é legítima. A autocobrança fez você estudar mais, trabalhar mais e buscar excelência, e é compreensível ter medo de abrir mão dela.
A autocompaixão elimina a violência desnecessária, enquanto a responsabilidade continua com você. Você segue assumindo os seus erros, buscando melhorar e comprometida com o que importa. A diferença é que deixa de acreditar que precisa se machucar para conseguir tudo isso.
Pessoas emocionalmente seguras continuam crescendo, apenas deixam de transformar cada desafio em uma guerra contra si mesmas.
Em mais de 20 anos de clínica, acompanhei centenas de mulheres que chegavam ao consultório repetindo quase as mesmas frases. Queriam parar de se cobrar tanto, descansar sem culpa, confiar mais em si mesmas.
Eram mulheres competentes e inteligentes, com vidas que, vistas de fora, pareciam exatamente como haviam planejado. Por dentro, viviam em alerta. E o mais difícil de perceber era que, até para aprender a se tratar melhor, elas se cobravam.
Foi estudando a Terapia Focada na Compaixão e, principalmente, acompanhando essas mulheres ao longo de tantos anos que compreendi onde estava a saída. Quando você muda a forma como responde aos próprios erros, muda também a forma como vive. Dessa convicção nasceu o Em Paz Comigo.
O problema é acreditar que precisa se machucar para continuar crescendo.
"Me ensinou a autocompaixão e daí construímos a base para minha importante melhora emocional. A gentileza e a inteligência da Fernanda me fizeram deixar de sobreviver, à deriva, e acreditar que é possível desfrutar a vida sim."
"Voltei à psicoterapia querendo me conectar mais com minhas emoções e trabalhar meu autocriticismo. Escolher a Fernanda foi uma decisão muito acertada. As sessões têm me feito muito bem."
"Ela nos conduz com tanta compaixão e acolhimento que nunca senti medo ou vergonha de compartilhar assuntos delicados. E nos ensina mecanismos para autorregulação emocional, de forma que a gente desenvolve recursos próprios para lidar com as dificuldades do dia a dia."
Esta será a primeira edição do Em Paz Comigo, e decidi oferecê-la gratuitamente. Quero construir essa experiência ao lado das primeiras participantes, ouvir, aprender, refinar e entender o que gera mais mudança real. As mulheres desta turma serão fundadoras desse caminho.
Investimento
Gratuita
primeira edição · turma fundadora
Ao final, se fizer sentido para você, vou convidá-la a compartilhar a sua experiência. Esta turma será pequena de propósito. Quero acompanhar essa primeira edição com proximidade, escuta e cuidado, e o meu desejo é que cada participante se sinta verdadeiramente vista.
Você pode continuar acreditando que culpa, vergonha e autocobrança são o único caminho para evoluir, ou pode descobrir que existe outra possibilidade, uma em que você continua aprendendo, assumindo responsabilidades e buscando excelência, sem acreditar que precisa se machucar para conseguir tudo isso.
A pessoa que você quer se tornar não nasce da violência contra a pessoa que você é hoje. Ela nasce quando sabedoria e compaixão caminham juntas.
Quero fazer parte da Turma FundadoraPrimeira edição gratuita · 15 participantes · Círculos ao vivo às sextas-feiras, das 8h às 9h, a partir de 21 de agosto de 2026